Maiores   Artilheiros

Maiores Artilheiros

1º - Cláudio / 295 Gols
Hábil ponta-direita que colocava a bola onde bem entendia, Cláudio Christóvam de Pinho, que ganhou o apelido de \"Gerente\", foi o maior artilheiro da história do Corinthians com 306 gols em 554 jogos. Ele morreu, aos 78 anos, no dia 1º de maio de 2000.

Nascido no dia 18 de julho de 1922, em Santos (SP), Cláudio foi revelado pelo Santos Futebol Clube e chegou a ter rápida passagem pelo Palmeiras, chegando a marcar até o primeiro gol do clube com novo nome, já que antes de 1942 o Palmeiras era Palestra Itália.

Para alguns veteranos corintianos, Marcelinho Carioca, outro grande ídolo da história corintiana, tem muito do estilo Cláudio, que também jogava com a 7, era um excelente cobrador de faltas e fazia cruzamentos perfeitos.

O \"Gerente\", ao lado de Baltazar, Luizinho Pequeno Polegar, Mário, Carbone, Simão, Rafael, Roberto e companhia, ajudou o alvinegro do Parque São Jorge a conquistar vários títulos, entre eles os paulistas de 51, 52 e 54 e o Rio-São Paulo de 50, 53 e 54. Na foto você confere Cláudio ao lado de Nonô e Paulo Pedra na equipe de Parque São Jorge em 1955.

Mas não foi só com a camisa corintiana que Cláudio conquistou títulos. Ele também foi campeão sul-americano de 49, pela seleção brasileira, e campeão paulista de 42, pelo arqui-rival Palmeiras.

Ele jogou no Corinthians até 1957. Em 1958 assumiu o posto de técnico substituindo Brandão que foi para o Palmeiras. Em 1959 voltou a jogar, defendendo o São Paulo, onde encerrou a carreira.

Números pelo Palmeiras, Corinthians e São Paulo

Com a camisa do Palmeiras, clube pelo qual foi campeão paulista de 1942, Cláudio realizou 32 partidas (20 vitórias, 5 empates e 7 derrotas) e marcou 9 gols. Já no Parque São Jorge, onde fez história, o \"Gerente\" participou de 549 jogos (352 vitórias, 105 empates e 92 derrotas) e marcou 305 gols. Cláudio venceu com a camisa corintiana os torneios Rio-São Paulo de 1950, 1953 e 1954 e os paulistas de 1951, 1952 e 1954 (IV Centenário). O ponta-direita encerrou a carreira no São Paulo, em 1960, e lá fez 35 jogos (22 vitórias, 5 empates e 8 derrotas) e marcou 10 gols. Boa média para quem já estava com 37 anos.

por Rogério Micheletti / colaborou Pedro Luiz Boscato

(Fontes para números: \"Almanaque do Palmeiras\" e \"Almanaque do Corinthians\", ambos de Celso Unzelte, e \"Almanaque do São Paulo\", de Alexandre da Costa)

 

 

 

2º - Baltazar / 267 Gols
Um dos melhores cabeceadores da história do futebol brasileiro, Osvaldo da Silva, o Baltazar, também conhecido como o \"Cabecinha de Ouro\", morreu no dia 25 de março de 1997, quando estava internado no Hospital Santa Isabel da Cantareira, zona norte de São Paulo.

Lá, o célebre atacante corintiano morreu como consequência de seus múltiplos problemas físicos. Marcus Vinicius C. Ribeiro, corintiano e internauta do site www.miltonneves.com.br, é funcionário do referido hospital, assistiu como profissional ao paciente terminal Baltazar e nos passou a informação acima.

A mulher de Baltazar não quis a divulgação dos detalhes de sua morte pois estava magoada com o Corinthians que não teria dado nenhuma assistência ao seu antigo e fantástico atacante.

Baltazar passou seus últimos anos de vida morando na Praia Grande (SP), litoral sul de São Paulo e la seu corpo foi enterrado. Seu jazigo fica ao lado da sepultura de Barbosinha, ex-goleiro do Santos e do Jabaquara.

Nascido na cidade de Santos no dia 14 de janeiro de 1926, Baltazar foi um dos grandes artilheiros do Sport Club Corinthians Paulista. Ao lado de Cláudio, Luizinho, Carbone, Rafael, Mário e outras feras, o Cabecinha de Ouro foi figura imporantíssima para as conquistas dos Paulistas de 1951, 1952 e 1954.

Ele também conquistou pelo alvinegro do Parque São Jorge dois torneios Rio-São Paulo: 1950 e 1953. Pela Seleção Brasileira, além de disputar as copas do mundo de 1950 e 1954, foi campeão panamericana de 1952.

Um dos filhos de Baltazar é Batata, o Carlos Alberto Batata. Ele ainda bate a sua bola em times de veteranos como o Clube Esportivo da Penha, na zona leste de São Paulo (SP). Batata foi campeão do Torneio de Cannes, da França, pela Seleção Brasileira, em 73 e 74, e jogou também no São Bento de Sorocaba, Botafogo, Inter de Limeira, Uberlância - campeão da primeira Taça CBF, em 84 -, Colorado de Curitiba (PR), Figueirense, Rio Branco de Americana e Caxias, de Caxias do Sul (RS). Aos 35 anos, Batata encerrou a sua carreira em 1990 jogando pelo Bandeirante de Birigui (SP).

por Milton Neves e Rogério Micheletti;


 

3º - Teléco / 243 Gols

Com 305 gols, Cláudio Christóvam de Pinho é o maior artilheiro da história do Corinthians. Mas a melhor média de gols registrada nos campos alvinegros desde sua fundação é a de Uriel Fernandes, o Teleco.

Com 251 gols em 246 jogos, o ex-centroavante atingiu média superior a um gol por partida, marca insuperável até hoje no time de Parque São Jorge e maior até do que a do Rei Pelé em sua carreira (1281 gols em 1375 jogos – média de 0,93 gols por partida).

Nascido em Curitiba (PR), no dia 12 de novembro de 1913, Teleco, que recebeu o apelido de sua avó, defendeu o Corinthians de 1934 a 1944. Pelo alvinegro, foram muitos gols e os títulos dos campeonatos paulistas de 1937, 38, 39 e 41.

Antes de chegar ao Corinthians, Teleco fazia parte do ataque do Britânia Sport Club, um dos clubes que deu origem ao Paraná Clube (o Paraná surgiu após a fusão entre o EC Pinheiros e o Colorado EC – por sua vez, o Colorado surgiu após a junção entre Atlético Ferroviário, Palestra Itália FC e Britânia SC).

Teleco morreu em Osasco (SP), no dia 22 de julho de 2000. Até 2006, ele continua sendo o jogador que mais vezes conseguiu ser artilheiro vestindo a camisa corintiana. O ex-centroavante foi cinco vezes goleador do Campeonato Paulista (1935 - 9 gols -, 1936 - 28 gols -, 1937 - 15 gols -, 1939 - 32 gols, 1941 - 26 gols).

Por: Gustavo Grohmann
Fonte de Consulta:Almanaque do Corinthians – Celso Dario Unzelte


 

4º - Néco / 217 Gols

Para os velhos corintianos, um dos maiores, talvez o maior, da história do clube do Parque São Jorge e por isso Manoel Nunes, o Neco, mereceu ser homenageado com uma estátua no clube.

Nascido no dia 7 de março de 1895, Neco, que marcou 239 gols com a camisa corintiana, faleceu no dia 31 de maio de 1977, em São Paulo (SP), sua cidade natal. Era o tipo do craque-polêmico (indisciplinado algumas vezes), tinha facilidade para atuar como centroavante, meia-esquerda e ponta-esquerda.

Apesar de ter propostas vantajosas de outras equipes, jamais deixou o Sport Club Corinthians Paulista, clube no qual jogou por 17 anos (de 1913 a 1930). Pelo Timão, Neco fez 239 gols em 313 jogos. Foi campeão paulista em 1914, 16, 22, 23, 24, 28 e 30). Pela seleção brasileira, Neco conquistou duas Copas Américas: 1919 e 1922.

 

 

5º - Marcelinho Carioca / 206 Gols

Um ponta direito mais que habilidoso, muitos falam que ele lembra o jeito do maior artilheiro do clube, o Cláudio na maneira de jogar. Um exímio batedor de faltas e com uma raça corinthiana igualável, trouxe muitas alegrias para os Corinthianos! E até hoje atua nos gramados!

 

 

6º - Servilho / 201 Gols

Sem Info

 

 

7º - Luizinho / 172 Gols

Para muitos corintianos da antiga, Luíz Trochillo, o Luizinho Pequeno Polegar, foi o maior jogador e maior ídolo do alvinegro em todos os tempos. Carrasco do rival Palmeiras (marcou 21 gols contra o alviverde), Luizinho fez 589 partidas pelo Timão.
Habilidoso e atrevido, Luizinho brilhou no famoso ataque corintiano que marcou 103 gols no Campeonato Paulista de 51. Nascido no dia 7 de março de 1930, Luizinho começou a carreira no Corinthians em 1949. Ficou até 1962 defendendo o alvinegro do Parque e só saiu para o Juventus, em 63, por causa de um desentendimento com o técnico Sylvio Pirillo.
Em 1964, voltou a vestir a camisa do Corinthians e encerrou a carreira três anos depois. Seus principais títulos forma os Paulistas de 51, 52 e 54 e os torneios Rio-São Paulo de 51, 53 e 54. Morreu no dia 17 de janeiro de 1998, em São Paulo.
Mais de 600 jogos pelo Timão.
Com a camisa corintiana, o Pequeno Polegar fez 603 jogos (358 vitórias, 130 empates e 115 derrotas) e marcou 175 gols. Além disso, Luizinho chegou a ser técnico corintiano em algumas ocasiões. Como mostra o \"Almanaque do Corinthians\", de Celso Dario Unzelte, Luizinho dirigiu o alvinegro em 32 partidas (12 vitórias, 12 empates e 8 derrotas).

Por Rogério Micheletti

 

 

8º - Sócrates / 169 Gols

Nascido no dia 19 de fevereiro de 1954, em Belém (PA), Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, começou a carreira no Botafogo, de Ribeirão, em 1974. No Pantera, o Doutor fez sucesso ao lado do ponta-direita Zé Mário (já falecido) e o artilheiro Geraldão (que depois também defenderia o Timão).

Em 1978, graças ao presidente corintiano Vicente Matheus, Sócrates foi para o Corinthians. Na época, o São Paulo cobiçava o alto, magro e extremamente talentoso meia-direita, mas ficou a ver navios e sofreu com o Doutor principalmente nas finais dos paulistas de 82 e 83, quando o time da \"Democracia Corintiana\" derrotou o Tricolor, em pleno estádio do Morumbi.

Pelo alvinegro do Parque, o Magrão, como era chamado pelos companheiros, realizou 297 jogos, marcou 172 gols e conquistou os títulos paulistas de 79, 82 e 83. Pela seleção brasileira, ele disputou dois mundiais (1982 e 1986). Com a camisa canarinho foram 63 jogos (41 vitórias, 17 empates, 5 derrotas) e 24 gols marcados.

Depois de uma passagem apagada pela Fiorentina, da Itália, onde esteve de 1984 a 1986, o Doutor voltou para o Brasil, desta vez para jogar no Flamengo. No entanto, as contusões atrapalharam a permanência dele na Gávea. Foram apenas 20 jogos com a camisa do Fla (10 vitórias, 3 empates, 7 derrotas) e cinco gols marcados.

Em 1988, após ficar um ano longe dos gramados, Sócrates foi defender o Santos, seu time de infância. No Peixe, ele jogou apenas um ano e sua melhor partida foi contra o Corinthians, na vitória por 2 a 1, no Brasileiro de 88. Ainda nos anos 80, ele viu uma outra estrela de sua família brilhar: o irmão Raí, que se tornou ídolo do São Paulo.

Fonte dos números - Almanaque do Flamengo: Roberto Assaf e Clóvis Martins / Almanaque do Corinthians - Celso Unzelte / Seleção Brasileira 90 anos: Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf

por Rogério Micheletti e Breno Menezes

 

 

9º - Rivellino / 165 Gols

Rivellino, o Roberto Rivellino, genial meia-esquerda do Corinthians, Seleção Brasileira e Fluminense, tornou-se comentarista esportivo e trabalhou por diversas vezes na Rede Bandeirantes de Televisão, lançado por Luciano do Valle. Em 2004, ele foi diretor de futebol do Corinthians, mas sem sucesso. Pai de três filhos, Rivelino continua vivendo onde nasceu: no bairro do Brooklin, zona sul de São Paulo. E só tem uma tristeza em sua vida: a morte do \"seo\" Nicola, seu pai, mestre, amigo, conselheiro e incentivador.

Rivellino tem ainda uma escolinha de futebol que cuida ao lado do irmão Abílio Rivellino (veja na letra \"A\"). Roberto Rivellino ingressou na equipe profissional do Corinthians em 1965, logo após ser reprovado na \"peneira\" do Palmeiras. \"Fiquei chateado. Por isso, gostava de jogar bem contra o Palmeiras. Queria mostrar que eles cometeram uma grande injustiça\", fala Roberto Rivellino.

O meia permaneceu no Parque São Jorge, onde era chamado de Reizinho do Parque, até 1974, ano que foi responsabilizado pela derrota para o Palmeiras, por 1 a 0, na final do Paulista. \"Eu não conseguia me ver longe do Corinthians. A imprensa foi decisiva para que isso acontecesse. Eu tive de sair do Corinthians e abri mão até dos 15%. Foi um momento muito triste. Me senti injustiçado. Pensei até em encerrar a minha carreira\", lamentou Rivellino, entrevistado pelo programa \"Bola da Vez\", da ESPN, em maio de 2007.

Naquele ano, Rivellino foi vendido para o Fluminense, clube pelo qual conquistou os títulos cariocas de 1975 e 1976. \"Era um grande time, mas acho que faltou planejamento. O Horta era um grande presidente, mas deveria ter segurado mais um tempo o time. Em 1977 já havia quase todo o time desmanchado. O Horta pensava no futebol carioca e fazia algumas trocas com Botafogo e outras equipes para agitar o futebol do Rio\", conta Rivellino.

Depois do Flu, Rivellino jogou no El Helal, da Arábia Saudita, onde encerrou a carreira em 1981. O meia-esquerda fez parte da inesquecível Seleção Brasileira, campeã mundial em 1970. Rivellino era o camisa 11 do time comandado por Zagallo.

Por falar em camisa 11, Rivellino não esconde sua admiração pelo baixinho Romário. \"O Romário é realmente um jogador diferenciado. Ele se enquadraria perfeitamente naquela seleção de 1970\", elogia Rivellino, que já foi idolotrado por craques como Diego Maradona e Neto.

Jogos pelo Corinthians e Seleção

Com a camisa corintiana, Roberto Rivellino disputou 474 jogos (238 vitórias, 136 empates e 100 derrotas) e marcou 144 gols, segundo o \"Almanaque do Corinthians\", de Celso Unzelte.

Pela Seleção Brasileira, time principal, segundo o livro \"Seleção Brasileira - 90 anos, de Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, o meia realizou 120 jogos (81 vitórias, 27 empates e 12 derrotas) e marcou 40 gols.


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